Centro histórico (Zona Vella)
Para acordar a dois passos da catedral e fazer tudo a pé. As ruas são de pedra, com ladeiras e escadas, e à noite há animação nos bares da Rúa do Franco, por isso escolha bem a rua se o ruído o incomoda.

Roteiro · Santiago de Compostela
Itinerário de 7 dias por Santiago de Compostela: catedral, centro histórico, Bonaval, Sar, Monte do Gozo, Cidade da Cultura, Monte Pedroso e a Costa da Morte.
Este itinerário de 7 dias é para quem quer conhecer Santiago de Compostela a fundo e a ritmo lento, sem perder a calma do Caminho. Os primeiros dias percorrem a catedral e o centro histórico; depois chegam Bonaval, Sar, o último troço do Caminho, os miradouros e a Cidade da Cultura; o sexto é um dia de passeio sem horários, e o sétimo é dedicado a Fisterra e Muxía.
Do aeroporto Santiago-Rosalía de Castro, nos arredores da cidade, chega-se ao centro de três maneiras. O autocarro urbano 6A liga o terminal a Santiago e é a opção mais económica. O táxi tem paragem permanente à saída do terminal e demora cerca de 15-20 minutos até ao centro. Se vai seguir para a Corunha, Lugo ou as etapas finais do Caminho, os autocarros da Monbus também saem do aeroporto.
Dia 1

Centro histórico
A grande praça em frente à catedral, rodeada pelo Hostal dos Reis Católicos, pelo Pazo de Raxoi e pelo Colexio de San Xerome. É onde os peregrinos acabam deitados no chão a olhar para as torres; vá logo de manhã ou ao fim da tarde, quando há menos gente.

Centro histórico
É a meta dos peregrinos e o coração da cidade: uma fachada barroca virada para o Obradoiro e, no interior, o Pórtico da Glória e o túmulo do apóstolo. Reserve com antecedência a visita ao museu e às coberturas, que oferecem uma vista diferente do centro antigo.
Centro histórico
Duas praças muito diferentes num dos lados da catedral: a Quintana, em dois níveis com a Porta Santa, e as Praterías, com a sua fonte dos cavalos e a fachada românica da catedral. Um bom sítio para se sentar nas escadas e ver as pessoas passar.
Centro histórico
O edifício plateresco que fecha a praça foi um hospital de peregrinos e hoje é uma pousada (parador). Mesmo que não se hospede, pode espreitar os pátios e a entrada para ver como era a hospitalidade medieval.
Dia 2

Centro histórico
Um mercado de pedra granítica com bancas de peixe, marisco, queijos e produtos galegos. Compre algo para provar (empanada, queijo tetilla) ou peça numa das tabernas à volta, que preparam na hora o que compra na banca.
Centro histórico
Um enorme mosteiro beneditino junto à catedral, com uma igreja barroca de grande retábulo e claustros que se visitam sem aglomerações. É uma das visitas que mais costuma surpreender.
Centro histórico
As ruas com mais ambiente para petiscar: porções de polvo à feira, empanada, pimentos de Padrón e vinho albariño ou ribeiro. Passeie sem pressa e deixe que a chuva, se cair, faça parte do plano: as arcadas de pedra ajudam.
Alameda
O parque mais querido dos compostelanos, com a Carballeira de Santa Susana e o passeio da Ferradura, de onde se vê a catedral completa com a sua fachada posterior. É o sítio ideal para se despedir do dia com luz suave.
Dia 3
Centro histórico
O convento alberga o Museo do Pobo Galego, com a sua famosa escada de três hélices. À volta, o Parque de Bonaval é um jardim em declive, com recantos tranquilos e vistas para o centro antigo; ao lado fica o CGAC, o centro de arte contemporânea de Álvaro Siza.
Centro histórico
Conta a história do Caminho e do culto ao apóstolo, e ajuda a perceber o que se vê depois na catedral e na cidade. É uma visita curta, perfeita para uma aberta de chuva.
Sar
Uma igreja românica do século XII famosa pelas suas colunas e arcos inclinados, que parecem prestes a ceder mas se mantêm de pé há séculos. Chega-se a pé desde o centro antigo e a envolvente é tranquila.
Dia 4
Monte do Gozo
É a colina de onde os peregrinos avistam pela primeira vez as torres da catedral, a cerca de 5 km do centro. Chega-se de autocarro ou de táxi, e pode fazer a pé o último troço até à cidade para sentir como é a chegada do Caminho.
Rúa de San Pedro
Por aqui entram na cidade muitos peregrinos do Caminho Francês. Siga a rua até à Porta do Camiño e dali até à Zona Vella, com pequenas lojas e bares simples pelo caminho.
Centro histórico
Se fez a pé pelo menos os últimos 100 km, é aqui que se pede a Compostela com a credencial carimbada. Mesmo que não seja peregrino, a zona do gabinete, na Rúa das Carretas, é um bom sítio para ver chegar os caminhantes com a mochila.
Dia 5

Monte Gaiás
O complexo de Peter Eisenman no alto do monte Gaiás é um contraponto moderno ao centro de granito: museu, biblioteca e vistas amplas sobre a cidade. Chega-se de autocarro urbano ou num longo passeio a subir; consulte antes que edifícios estão abertos.
Monte Pedroso
Um miradouro natural nos arredores com panorâmica da cidade e da catedral. Pode subir-se de carro, táxi ou a pé, e compensa num dia limpo.
Dia 6
Centro histórico
Duas das ruas principais da Zona Vella, com arcadas, lojas e a vida quotidiana da cidade. É um bom momento para comprar recordações como cerâmica, joias de azeviche ou produtos galegos.
Centro histórico
O convento franciscano, junto ao caminho que sai da cidade, e o parque de Belvís, com vistas tranquilas do centro. Um recanto sem multidões para abrandar o ritmo.

Centro histórico
Despeça-se onde começou: sem pressa, sentado na pedra da praça, a ver como muda a luz sobre a catedral e chegam os últimos peregrinos do dia.
Dia 7 · Excursão de um dia
A Costa da Morte é uma das costas mais selvagens da Galiza, a pouco mais de uma hora e meia de estrada de Santiago, pelo que o melhor é sair cedo, de carro alugado ou numa excursão organizada. O Cabo Fisterra, com o seu farol e o marco do quilómetro 0 do Caminho, marca o fim simbólico do percurso; muitos peregrinos continuam até aqui. Depois pode seguir até Muxía, com o santuário da Virxe da Barca sobre as rochas, e comer peixe ou marisco num dos portos antes de regressar. Se houver nevoeiro ou temporal, tenha cuidado nas falésias.
Santiago de Compostela
Para acordar a dois passos da catedral e fazer tudo a pé. As ruas são de pedra, com ladeiras e escadas, e à noite há animação nos bares da Rúa do Franco, por isso escolha bem a rua se o ruído o incomoda.
Uma zona mais moderna e plana, com boa oferta de hotéis e restaurantes e a cerca de 10-15 minutos a pé da Zona Vella. Cómoda se chegar com mala ou se for apanhar o comboio ou o autocarro.
Ambiente tranquilo junto ao parque mais querido da cidade, com vistas para o centro histórico e acesso a pé à catedral. Boa opção para quem prefere um ambiente mais verde.
Um bairro mais simples e com vida local: a Rúa de San Pedro é a entrada de muitos peregrinos e o bairro de Sar fica a um passeio da Zona Vella. Útil se for passar muito tempo fora do alojamento.
Roteiro · Santiago de Compostela


Seis dias na cidade permitem um ritmo tranquilo, com tempo para a catedral, os bairros, os miradouros e o Caminho. Um sétimo dia cobre a Costa da Morte; com mais tempo, a Corunha ou as Rías Baixas são boas alternativas.
Pede-se no Gabinete do Peregrino, perto da catedral, com a credencial carimbada. É preciso ter feito a pé pelo menos os últimos 100 km do Caminho (200 km de bicicleta).
Não é obrigatório, mas ajuda muito: há autocarros desde Santiago, embora com horários limitados, e também excursões organizadas. De carro pode parar nos miradouros do caminho.
É uma cidade chuvosa e convém levar um impermeável. As arcadas do centro histórico, os museus, o Mercado de Abastos e as tabernas permitem manter o plano; guarde para os dias de céu limpo as vistas, o monte Pedroso e as excursões.